As espumas viscoelásticas devem ter uma estrutura celular aberta?

As espumas viscoelásticas devem ter uma estrutura celular aberta?

 

Escolher o tipo de estrutura celular da espuma – aberta ou fechada – vai depender da aplicação que lhe queiramos dar.

 

Célula aberta ou fechada?

 

A espuma flexível de célula fechada tem uma estrutura mais homogénea, menor condutividade térmica e menor capacidade de absorção à água, vapor, humidade, etc., quando comparada com espumas flexíveis de célula aberta. Há, assim, indústrias que usam espumas de célula fechada como resposta a necessidades específicas.

 

A indústria de cosmética, por exemplo, beneficia da baixa capacidade de absorção das espumas de célula fechada nos aplicadores de base, para que a espalhem em vez de a absorverem.

Já na indústria automóvel, os bancos dos automóveis são tradicionalmente constituídos de espuma de célula fechada e moldada, pois permite um maior controlo dos custos de produção, das séries e da reprodução exata da forma do modelo, que são mais variáveis nas espumas de célula aberta (pelo tipo de produção e corte em máquina).

Caso a impermeabilidade e o isolamento sejam o pretendido, as espumas de célula mais aberta estarão em desvantagem, pois permitem a passagem do ar, do calor, do som e da água com maior facilidade. No setor da construção é, por isso, recomendada a utilização de espumas de célula fechada.

 

As espumas de célula aberta têm maior porosidade, ou seja, permitem a passagem de um maior fluxo de ar, calor e humidade. Na Eurospuma, privilegiamos estas características, pois nos mercados tradicionais com que trabalhamos – colchoaria e mobiliário – os produtos estão em contacto direto com o corpo, exigindo a maior higienização possível e o conforto térmico.

 

Se o sistema de descanso estiver bem construído (incluindo o resguardo, a cobertura do colchão e até o canapé ou estrado), as espumas de célula aberta maximizam o conforto do utilizador, ao evitar a acumulação de calor e humidade provenientes do corpo, enquanto dorme. Assim, estão reunidas as condições para uma noite de descanso!

 

O compression set das espumas de célula aberta é, regra geral, inferior ao das espumas de célula fechada, o que significa que a sua capacidade de recuperação após compressão é maior. Inclusivamente, é possível que algumas espumas de célula fechada usadas na colchoaria e mobiliário não recuperem totalmente a sua dimensão inicial após uma compressão intensa e duradoura.

 

 

As espumas viscoelásticas devem ter célula aberta?

 

A espuma viscoelástica é formulada para absorver mais pressão, moldando-se a qualquer formato e peso corporal. Retoma lentamente o seu formato original após compressão, sendo, muitas vezes, designada de “espuma de memória”. A espuma viscoelástica também reage às mudanças de temperatura, ficando mais dura com o frio e mais mole com o calor. Dependendo da formulação e da aplicação, a sua estrutura celular pode variar de muito aberta a quase fechada.

 

Tradicionalmente, as espumas viscoelásticas são mais fechadas do que os outros tipos de espuma, devido às matérias-primas de base que as compõem e ao método de produção, mas também por apresentarem um tamanho de célula mais reduzido. Estas espumas são utilizadas em aplicações onde o conforto é mais valorizado e a circulação do ar e da humidade são fundamentais para que se mantenha não só o conforto térmico, como a higiene dos produtos de colchoaria. Assim, uma espuma viscoelástica mais fechada fica em grande desvantagem face a uma espuma mais aberta.

 

O compression set de uma espuma viscoelástica aberta, pelo tipo de estrutura polimérica e celular que tem, é muito reduzido, apresentando os valores mais baixos (e mais favoráveis) dentro de todos os tipos de espuma.

 

O nosso portefólio oferece um conjunto de soluções de célula aberta, com base na tecnologia COOLFLOW, que tem como objetivo melhorar a circulação do ar das espumas, nomeadamente as viscoelásticas. Há ainda a possibilidade de integrar partículas metálicas ou orgânicas nas espumas que maximizam a capacidade de dissipação de calor e de humidade do corpo, como é o caso das tecnologias COOLGRAPH, TITANIUM e CUPRUM.

 

Os players da indústria da colchoaria que não optam por espumas de célula aberta, por razões de custo aparente, acabam por usar coberturas "refrescantes" e outros materiais, que tentam “encobrir” as limitações de circulação do ar das espumas de célula fechada. Por exemplo, há fabricantes de almofadas que optam por espumas de célula fechada, perfurando as mesmas, para tentar criar circulação de ar e manter o conforto térmico. O desperdício é mínimo, comparado com a necessidade de corte de um bloco de espuma de célula aberta, tornando esta opção mais competitiva, mas sem as valências de circulação (natural) do ar. É caso para dizer que “o barato sai caro”!

 

Em suma, os nossos 56 anos de experiência provam que as espumas viscoelásticas de célula aberta são as mais indicadas para o setor da colchoaria e mobiliário.


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